sábado, 4 de agosto de 2012

E a campanha Não à Medicalização da vida???




Frente a toda essa discussão sobre o TDAH, a medicalização, o diagnóstico...etc. Tento aqui expor a minha compreensão ao ler os Subsídios para a campanha não à medicalização da vida. (http://site.cfp.org.br/publicacao/subsidios-para-a-campanha-nao-a-medicalizacao-da-vida-medicalizacao-da-educacao/)
Quem teve a oportunidade de ler na íntegra todo texto, assim como eu, deve ter, no início, sentido orgulho de ser representado por tal conselho. A proposta inicial é discutir a crescente medicalização na aprendizagem e no comportamento; fenômeno educativo como algo complexo que envolve dimensões históricas, sociais, políticas e biológicas; A não patologização dos problemas de aprendizagem devendo, ao avaliar uma criança, considerar a deficiência da educação brasileira, a formação e a prática docente, os métodos de ensino, as práticas político-pedagógicas, as mudanças na dinâmica familiar...Enfim TUDO o que sabemos fazer! Nós estudamos para  compreender e avaliar o que esses fatores provocam na vida do indivíduo, no entanto tristemente me deparei com outras questões que SIM não pertencem a nós (psicólogos), não com a escassa produção científica que temos sobre o assunto e em contra partida ao grande número de artigos (nacionais e internacionais) que comprovam a existência de transtornos que interferem na processo de aprendizagem tais como do TDAH, o TOD e a Dislexia.
Li na Carta de medicalização a vida, escrita por um grupo de psicanalistas: procedendo de maneira sumária, esquemática e carente de verdadeiro rigor científico se fazem diagnósticos e até se postulam novos quadros psicopatológicos a partir de ob- servações e de agrupamentos arbitrários de riscos, baseados em antigas e confusas noções. É o caso da chamada síndrome de “Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade” (TDA/TDAH), da Dislexia, do Transtorno de Oposição Desafiadora (TOD) e outros transtornos constantemente inventados e re- inventados.
Não deveria ser nunca uma disputa, mas, nós psicólogos, perdemos aí…Deixamos de ganhar espaço para uma discussão científica, de colaborar com a equipe médica com o que sabemos fazer, de apresentar a subjetividade nas patologias….Perdemos quando questionamos anos de estudos científicos baseados em opiniões particulares.

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