domingo, 31 de janeiro de 2010

A neuropsicologia na esquizofrenia


A esquizofrenia é a mais grave das doenças mentais e acomete cerca de 1% da população mundial. É caracterizada por psicose, apatia, isolamento social e deterioração cognitiva, que trazem muitas conseqüências negativas no trabalho, na escola, no autocuidado, na capacidade de independência e no relacionamento.
Cerca de 80% dos pacientes com esquizofrenia apresentam déficits cognitivos significativos, os maiores prejuízos se situam na memória, na atenção e nas funções executivas. O declínio ocorre, geralmente, após o primeiro surto e tende a se estabilizar após dois anos de doença. O estudo da neuropsicologia da esquizofrenia é fundamental, pois o déficit está intimamente relacionado à qualidade de vida e aos desempenhos sociais e funcionais dos pacientes. Vários estudos demonstram correlações específicas de determinados déficits, verificados em teste neuropsicológicos, com diversas dimensões da vida dos pacientes tais como desempenho em atividades diárias em casa e na comunidade, aquisição de habilidades psicossociais, reinserção no trabalho e independência. Assim e cada vez mais aceita a idéia de que a recuperação de pacientes portadores de esquizofrenia deve ir além do controle de sintomas positivos e negativos, a melhora cognitiva pode se o elemento crítico para se atingir a recuperação.