quarta-feira, 15 de julho de 2009

Esclerose Múltiplas

Está semana recebi em meu consultório uma paciente com diagnóstico médico de Esclerose Múltipla. Achei interessante postar sobre esse tema para auxiliar aqueles que nunca ouviram falar ou aqueles que buscam maiores informações.
A Esclerose Múltipla é uma doença de caráter crônico, com componentes inflamatórios e degenerativos. Ela ataca principalmente mulheres jovens, entre os 15 e aos 50 anos, com pico de incidência aos 30 anos. Entretanto, pode ocorrer em qualquer faixa etária e também em homens. Na Esclerose Múltipla a membrana que envolve os neurônios, a mielina, é o principal alvo de ataque das substâncias inflamatórias. As células nervosas podem sofrer danos irreversíveis, como a destruição dos axônios pelo processo inflamatório.
Não há uma causa definida para a Esclerose Múltipla, mas há estudos que mostram que infecções virais na infância, como EBV, Herpes vírus tipo 6, Clamídia e outros, podem, em pessoas geneticamente predispostas, provocar o processo inflamatório.
Os principais sintomas são dores oculares, visão embaralhada, diminuída ou dupla, perda de força de um lado do corpo ou de um membro, desequilíbrio, sensação de tontura, náuseas, vômitos e outros sintomas menos específico, mas não menos importante, que são depressão, ansiedade, distúrbios cognitivos e fadiga.
O diagnóstico é feito principalmente pelo exame clínico, e ajudado pelos exames complementares.
Não existe cura definitiva para a Esclerose Múltipla, porém estudos recentes mostram que o diagnóstico precoce associado ao tratamento muda sua evolução natural.
É importante salientar que o tratamento medicamentoso se faz necessário, mas representa 50% do tratamento, os outros 50% se deve a reabilitação, portanto é importante ter uma equipe multidisciplinar.
A paciente foi encaminhada para a reabilitação cognitiva, futuramente postarei as estratégias utilizadas no tratamento.

sábado, 11 de julho de 2009

Meningite

Meninges são membranas que envolvem o encéfalo (cérebro, bulbo e cerebelo) e a medula espinhal que corre por dentro da coluna vertebral. Elas são constituídas por três camadas: dura-máter, aracnóide e pia-máter. No espaço entre a aracnóide e a pia-máter circula o líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor.

Quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas e aninhar-se nas meninges, elas se inflamam, podem produzir pus e a infecção se espalha por todo o sistema nervoso central.

Dor de cabeça, vômitos, rigidez da nuca, prostração, febre alta são sintomas característicos do quadro de meningite. Por isso, nunca devem ser desconsiderados, especialmente em duas faixas etárias extremas: nos primeiros anos de vida e quando as pessoas começam a envelhecer. Diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são fundamentais para controlar a evolução da doença.

Teoricamente, a maioria de germes que causa infecções nas pessoas pode causar meningite. Um exemplo é o pneumococo, germe da pneumonia, que também pode ser agente de meningite. No entanto, entre todos, se destacam dois grupos principais: o das bactérias e o dos vírus, germes muito menores do que as bactérias e que, em geral, provocam um quadro mais leve da doença.

As sequelas das meningites bacterianas podem ocorrer e o risco é proporcional ao tempo que se demora para fazer o diagnóstico e instituir o tratamento.

Se nada for feito, há um acúmulo de pus que não tem por onde escapar e a formação de abscessos que afetam partes nobres do cérebro ou alguns nervos. Essas lesões neurológicas são irreversíveis. Por isso, quando a doença demora a ser diagnosticada e tratada pode provocar sequelas como surdez, alterações de percepção e movimento ou outras ainda mais graves.


Fonte: Dr. Esper Kallás, médico infectologista da Universidade Federal de São Paulo e do Hospital do Servidor Público do Estado de São

domingo, 5 de julho de 2009

Síndrome de Rett



A Síndrome de Rett é uma anomalia genética, no gene mecp2 que causa desordens de ordem neurológica, acometendo quase que exclusivamente crianças do sexo feminino.
Compromete progressivamente as funções motoras e intelectuais assim como os distúrbios de comportamento e dependência.
No caso típico, a menina desenvolve de forma aparentemente normal entre 8 a 18 meses de idade, depois começa a mudar o padrão de seu desenvolvimento.
Ocorre uma regressão dos ganhos psicomotores, a criança torna-se isolada e deixa de responder e brincar.
O crescimento craniano, até então normal, demonstra clara tendência para o desenvolvimento mais lento, ocorrendo uma microcefalia adquirida. Aos poucos deixa de manipular objetos, surgem movimentos estereotipados das mãos (contorções, aperto, bater de palmas, levar as mãos à boca, lavar as mãos e esfregá-las) surgindo após, a perda das habilidades manuais.

Síndrome de Williams


A Síndrome de Williams é uma rara desordem genética frequentemente não diagnosticada. Não é transmitida geneticamente. Não tem causas ambientais, médicas ou influência de fatores psicossociais. Tem impacto sobre diversas áreas do desenvolvimento, incluindo a cognitiva, comportamental e motora. Estimasse que 1 em cada 20.000 crianças nasçam com a SW. Foi descrita pela primeira vez em 1960 por um médico neozelandês, Dr. J. C. P. Williams, quando verificou que um grupo de pacientes pediátricos possuía sintomas parecidos, problemas cardiovasculares, rostos com características semelhantes, atraso mental moderado, dificuldade para ler, escrever e efetuar operações matemáticas. Alguns possuíam extraordinário talento musical com alta noção de ritmo. Afeta tanto homens como mulheres. Podem ocorrer em qualquer lugar do mundo e em qualquer grupo étnico. A maioria das crianças tem grandes dificuldades de alimentação no primeiro ano de vida, incluindo vômitos, recusa de alimentação, podem mostrar grande irritação e chorar excessivamente. Geralmente apresentam uma face característica (descrita como a de um duende): nariz pequeno e empinado, cabelo encaracolado, lábios cheio, dentes pequenos, sorriso freqüente.

Síndrome de Tourette



A Síndrome de Tourette é uma desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques involuntários, reações rápidas, movimentos repentinos ou vocalizações que ocorrem repetidamente da mesma maneira.
Esses tiques motores e vocais mudam constantemente de intensidade e não existem duas pessoas no mundo que apresentem os mesmos sintomas. A maioria das pessoas afectadas é do sexo masculino.
O início da síndrome geralmente se manifesta em sua infância ou juventude, eventualmente atingindo estágios classificados como crônicos. Porém, no decorrer da vida adulta, freqüentemente, os sintomas vão aos poucos se amenizando e diminuindo. Mesmo assim, até hoje ainda não foi encontrada uma cura para a Tourette. Tratamentos médicos existem para amenizar os sintomas da síndrome, porém, o consenso entre os profissionais da área é que os tratamentos precisam ser individualizados por causa das sempre presentes consequencias adversas da receita e aplicação de medicamentos.
Os referidos tiques são movimentos bruscos involuntários que podem se manifestar em qualquer parte ou conjunto de partes do corpo (barriga, nádegas, pernas, braços etc.), mas tipicamente eles ocorrem no rosto e na cabeça - no rosto em forma de caretas repetidas e na cabeça como um todo em forma de movimentos bruscos, repetidos, de lado-a-lado etc.
Um aspecto que merece ênfase ao se tentar explicar ou compreender essa síndrome é que os sintomas ocorrem involuntariamente. Raramente uma pessoa que sofre desta síndrome consegue controlar um mínimo de seus tiques e jamais por prolongados períodos de tempo. Assim como o ser humano não consegue viver por muito tempo com os olhos abertos, pois seu corpo reage de forma natural, inconsciente, para que seus olhos pisquem. Dessa mesma forma se manifestam os sintomas da síndrome de Tourette no indivíduo por ela afetado.
Infelizmente a reação de muitas pessoas desinformadas perante manifestações da síndrome de Tourette é aquela de fobia ao diferente. Ainda mais, às vezes, a reação é de repreensão. Isso ocorre especialmente quando a pessoa afetada pela síndrome de Tourette manifesta sintomas de coprolalia.
A coprolalia enquadra aqueles indivíduos que, além de outros sintomas de Tourette, se vêem obrigados a repetir palavras obscenas e/ou insultos. Obviamente as conseqüências desse tipo de comportamento geralmente se traduzem em diferentes graus de desvantagens no âmbito social.

O que é Discalculia?



A discalculia é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas. É uma inabilidade menos conhecida, bem como e potencialmente relacionada à dislexia e a dispraxia. A discalculia ocorre em pessoas de qualquer nível de QI, mas significa que têm frequentemente problemas específicos com matemática, tempo, medida, etc. Discalculia (em sua definição mais geral) não é rara. Muitas daquelas com dislexia ou dispraxia tem discalculia também. Há também alguma evidência para sugerir que este tipo de distúrbio é parcialmente hereditário.
Principais sintomas
Dificuldade frenquentes com os números e os sinais;
Dificuldade quanto orientação espacial;
Inabilidade com conceitos matemáticos (maior, menor etc);
Dificuldade quanto a noção temporal;
Inabilidade em recordar regras, fórmulas e sequência matemáticas;