terça-feira, 2 de junho de 2009

A Neurociência no Esporte

Por Erick Conde


A neurociência vem expandindo suas contribuições para uma área que tem um grande potencial de desenvolvimento científico, aliado ao grande interesse popular. Algumas iniciativas ao redor do mundo vêm beneficiando atletas e instituições esportivas no que tange as melhorias no rendimento esportivo em decorrência da estimulação de funções cognitivas como a concentração, controle do movimento, planejamento motor, tomada de decisões, controle emocional, entre outras. Podemos ter alguns exemplos que demonstram essa interferência positiva da neurociência na atividade física, como os excelentes resultados obtidos pelos atletas chineses durante as olimpíadas de Pequim, 2008; o MilanLab, que se caracteriza por um setor do A. C. Milan que conjuga a neurociência às ciências bioquímicas, cognitivas, artificiais, motoras e psicológicas, propondo otimizar a gestão psicofísica dos atletas de futebol. No Brasil, as iniciativas são muito escassas. Aqui, temos como uma única iniciativa privada o Clube de Regatas do Flamengo com atividades de neurociência aplicada ao futebol. Nas universidades nacionais, vemos algumas unidades de pesquisa englobarem os aspectos neurais do fenômeno motor, como o laboratório de Neurociência do Esporte e do Exercício (UFSC), o Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento (USP), o Laboratório de Neurobiologia da Cognição (UFF); o Laboratório de Integração Sensoriomotora (UFRJ) e o laboratório de Neurobiologia II (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho – UFRJ), os quais podem contribuir para o conhecimento científico dos aspectos neurais acerca do movimento humano.

*Erick Conde é Mestre em Neuroimunologia (Lab. de Neurobiologia da Atenção e do Controle Motor - UFF); psicólogo e pesquisador do C.R. Flamengo (futebol de formação); responsável pelas atividades de neurociência aplicada na instituição.

Angelakis, E.; Stathopoulou, S. ; Frymiare, J. L.; Green, D. L.; Lubar, J. F.; Kounios, J. EEG Neurofeedback: A Brief Overview and an Example of Peak Alfa Frequency Training for Cognitive Enhancement in the Elderly. The Clinical Neuropsychologist, 21, 110-129. 2007.

Egner, T.; Zech, T. F. & Gruzelier, J. H. The effects of neurofeedback training on the spectral topography of the electroencephalogram. Clinical Neurophysiology, 115, 2452-2460. 2004.

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