sexta-feira, 26 de junho de 2009

Epilepsia


A epilepsia é caracterizada por crises repetidas e não é contagiosa. Às vezes a pessoa com epilepsia perde a consciência, mas às vezes experimenta apenas pequenos movimentos corporais ou sentimentos estranhos. Porém, sintomas menores não significam que a crise seja de menor importância. Se as alterações epilépticas ficam restritas a uma parte do cérebro, a crise chama-se parcial; se ao cérebro inteiro está envolvido, chama-se generalizada. Crises parciais simples são ocasionam a perda da consciência e caracteriza-se por distorções na percepção auditiva ou visual, desconforto estomacal, sensação súdita de medo e ou movimentos estranhos de uma parte do corpo. As crises parciais complexas são crises que, como as parciais simples, iniciam-se em um foco determinado no cérebro, mas espalham-se para outras áreas, casando perturbações da consciência. A pessoa aparenta em excesso, morde a língua e realiza automatismos, com puxar a roupa ou vira a cabeça de um lado para outro repetidas vezes. Crises de ausência constituem por lapsos de consciência que, em geral, durma de cinco a 15 segundos. O paciente fica olhando para o nada e pode virar os olhos, embora seja capaz de retomar normalmente sua atividade depois do episodio. Crises tônico-clônicas são convulsões generalizadas, com perda de consciência, que envolvem duas fases. Na fase tônica, o corpo da pessoa torna-se rígido e ela cai; na fase clônica as extremidade do corpo podem contrair-e e tremor, a consciência é recuperada aos poucos. Apesar do ser o tipo mais óbvio e aparente de epilepsia, não é o mais comum. Existem, ainda, várias outras manifestações das epilepsias.
O diagnóstico da epilepsia é clínico, ou seja, não se apóia exclusivamente em exames físicos. O neurologista baseia-se na descrição do que acontece com o paciente antes, durante e depois de uma crise. Se o paciente não lembra, as pessoas que acompanharam o episódio são testemunhas úteis. Além dos exames neurológicos de rotina, um eletroencefalograma (EEG) pode reforçar o diagnóstico, ajudar na classificação da epilepsia e investigar a existência de uma lesão cerebral. No EEG, eletrodos fixados no couro cabeludo registram e amplificam a atividade cerebral. Não há passagem de corrente elétrica. Hiperpnéia e fotoestimulação podem mostrar anomalias nas ondas cerebrais e, por isso, costumam integrar o exame. Na primeira, o paciente respira fundo e simula estar cansado; na segunda, é estimulado por algumas freqüências de luz. O neurologista poderá solicitar, ainda, o exame durante o sono, com privação de sono ou com monitoramento 24h. Entretanto, um resultado normal no EEG não descarta a epilepsia. As alterações ocorrem, por vezes, tão no interior do cérebro, que não são captadas; é possível também que nenhuma alteração tenha ocorrido no momento do exame. Outros exames comumente solicitados na investigação da epilepsia são tomografia computadorizada e ressonância magnética, principalmente para verificar se a epilepsia está ligada a um tumor ou a outra lesão cerebral.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Epilepsia

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