quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Criança é diagnosticada com esclerose múltipla aos 5 anos.



Notícia retirada do site da BBC Brasil.

Um menino britânico de cinco anos foi diagnosticado com esclerose múltipla - uma doença neurológica crônica e degenerativa que afeta a coordenação motora. O caso, considerado raro entre crianças, recebeu a princípio um diagnóstico incorreto de médicos consultados pela família em Dumfries e Galloway, sudoeste da Escócia. Sandra Blyth, mãe de Sam Blyth, relata que entre os primeiros sintomas apresentados pelo menino estavam dores de cabeça quase constantes, sempre no mesmo lugar. De acordo com Blyth, os médicos afirmavam que as dores de cabeça da criança eram causadas por um forte resfriado. "Sendo mãe, eu sabia logo no começo que havia algo errado", afirmou. "Ele nunca tinha reclamado de dor de cabeça antes e elas pareciam tão fortes." Blyth relata que, em algumas ocasiões, as dores acordavam o menino durante a noite e ela levou o filho ao médico quatro ou cinco vezes. Todas as vezes eles falaram que era apenas um resfriado e o mandaram de volta para casa. Perda de visão No dia 3 de março de 2009 os sintomas de Sam pioraram. "Ele começou a gritar, falando que não conseguia ver. Levei para o hospital, chorando e disse 'acho que ele tem um tumor no cérebro'", afirmou. Os médicos fizeram um exame de sangue, tomografia e exame de ressonância magnética. Sam Blyth foi enviado então a Edimburgo onde foi diagnosticado com encefalomielite disseminada aguda, um distúrbio inflamatório com sintomas similares aos da esclerose múltipla, mas que afeta o paciente apenas uma vez e, em até 75% dos casos, a recuperação é completa. Sam recebeu um tratamento com esteroides e se recuperou. No entanto, meses depois, ele começou a mostrar sintomas preocupantes novamente. Demora no diagnóstico Com apenas cinco anos, Sam Blyth foi diagnosticado com esclerose múltipla, doença de causa ainda desconhecida, e atualmente está sendo tratado com injeções de interferon-beta e esteroides. Evangeline Wassmer, neurologista pediatra no Hospital Infantil de Birmingham, afirmou que a demora para se chegar a um diagnóstico da doença não é raro, pois existem outras doenças, em crianças, parecidas com a esclerose múltipla. "Esclerose múltipla em crianças é rara: não temos os números exatos de casos, mas podem existir entre 45 e 300 crianças diagnosticadas na Grã-Bretanha por ano." A médica acrescentou que é muito difícil falar para a família de uma criança sobre a doença já que "cerca de 50% (dos diagnosticados) vão precisar de ajuda para andar quando tiverem 40". A mãe de Sam, Sandra Blyth, afirmou que nunca imaginava que uma criança poderia ter a doença. "Sempre pensei que a doença afetava apenas adultos na faixa dos 40 anos. Nunca pensei que ele (Sam) teria esclerose múltipla tão cedo".

domingo, 22 de novembro de 2009

Heminegligência


A heminegligência sensorial ou espacial esquerda é um distúrbio em que o indivíduo lesado pode não perceber estímulos sensoriais, tais como táteis, auditivos e/ou visuais, provenientes do campo espacial esquerdo (Dauriac-Le et al., 2002; Lezak, Howieson, & Loring, 2004; Manning, 2005). Alguns sintomas freqüentes são ausência de reação a pessoas, sons e objetos localizados à esquerda da linha média corporal; realização de cuidados pessoais apenas no lado direito do corpo; falha no movimento dos membros esquerdos superior e inferior; colisão em paredes e portas à esquerda e leitura e escrita restritas à metade direita da página. Esse distúrbio pode ser acarretado por um prejuízo na representação mental das relações visuo-espaciais e/ou por um prejuízo nos processamentos atencional e perceptivo. Há, no entanto, controvérsias na literatura quanto à qual função cognitiva está alterada nesses quadros. Alguns autores defendem a hipótese de que a heminegligência tratam-se de distúrbios atencionais (Deouell, Sacher, & Soroker, 2005; Verfaellie & Heilman, 2006), enquanto outros acreditam que tais quadros envolvem déficits do processamento perceptivo (por exemplo, Lu, Ye, Zhou, Lu, & Chen, 2005).

Do fígado para o cérebro


Confusão mental, desorientação, esquecimentos, alterações de humor, distúrbios do sono. Esses são alguns dos sinais de uma síndrome neuropsiquiátrica pouco conhecida e que a primeira vista pode ser confundida com algumas demências típica do envelhecimento. No entanto a encefalopatia não se trata de um distúrbio degenerativo e, além disso, é possível revertê-la e sua causa está bem estabelecida: o cérebro padece porque o fígado está doente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Transtorno do processamento auditivo


Em resposta ao email da aluna Maria da Conceição trago hoje informações sobre o Transtorno do processamento auditivo (PA). É um tema muito interessante para ser discutido, uma vez que, falhas no processamento auditivo quase sempre estão ligadas aos transtornos de aprendizagem e o não diagnóstico gera tratamentos ineficazes. O processamento auditivo consiste em um conjunto de mecanismo que ocorrem dentro do sistema auditivo em resposta a um estímulo sonoro. É através do processamento da informação auditiva que ocorre a localização e lateralização do som, a discriminação e reconhecimento de padrões auditivos, a percepção dos aspectos temporais da audição e o desempenho auditivo com a presença de sinais acústicos competitivos. Os sintomas mais comuns indicativos de falhas nos processamento auditivos são: Dificuldade em compreender a fala na presença de ruídos, tempo de atenção curto, dificuldade para lembrar informações auditivas, pior habilidade na fala, dificuldade de organização e sequenciação de estímulos verbais, compreensão de comandos verbais prejudicados e tempo de latência alto para emissão de respostas auditivas. O transtorno no processamento auditivo só pode ser diagnosticado por meio de testes específicos que avaliem a função auditiva central, aplicados por profissionais habilitados para tal função e mediante a avaliação audiológica básica dentro da normalidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Esclerose Múltiplas

Está semana recebi em meu consultório uma paciente com diagnóstico médico de Esclerose Múltipla. Achei interessante postar sobre esse tema para auxiliar aqueles que nunca ouviram falar ou aqueles que buscam maiores informações.
A Esclerose Múltipla é uma doença de caráter crônico, com componentes inflamatórios e degenerativos. Ela ataca principalmente mulheres jovens, entre os 15 e aos 50 anos, com pico de incidência aos 30 anos. Entretanto, pode ocorrer em qualquer faixa etária e também em homens. Na Esclerose Múltipla a membrana que envolve os neurônios, a mielina, é o principal alvo de ataque das substâncias inflamatórias. As células nervosas podem sofrer danos irreversíveis, como a destruição dos axônios pelo processo inflamatório.
Não há uma causa definida para a Esclerose Múltipla, mas há estudos que mostram que infecções virais na infância, como EBV, Herpes vírus tipo 6, Clamídia e outros, podem, em pessoas geneticamente predispostas, provocar o processo inflamatório.
Os principais sintomas são dores oculares, visão embaralhada, diminuída ou dupla, perda de força de um lado do corpo ou de um membro, desequilíbrio, sensação de tontura, náuseas, vômitos e outros sintomas menos específico, mas não menos importante, que são depressão, ansiedade, distúrbios cognitivos e fadiga.
O diagnóstico é feito principalmente pelo exame clínico, e ajudado pelos exames complementares.
Não existe cura definitiva para a Esclerose Múltipla, porém estudos recentes mostram que o diagnóstico precoce associado ao tratamento muda sua evolução natural.
É importante salientar que o tratamento medicamentoso se faz necessário, mas representa 50% do tratamento, os outros 50% se deve a reabilitação, portanto é importante ter uma equipe multidisciplinar.
A paciente foi encaminhada para a reabilitação cognitiva, futuramente postarei as estratégias utilizadas no tratamento.

sábado, 11 de julho de 2009

Meningite

Meninges são membranas que envolvem o encéfalo (cérebro, bulbo e cerebelo) e a medula espinhal que corre por dentro da coluna vertebral. Elas são constituídas por três camadas: dura-máter, aracnóide e pia-máter. No espaço entre a aracnóide e a pia-máter circula o líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor.

Quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas e aninhar-se nas meninges, elas se inflamam, podem produzir pus e a infecção se espalha por todo o sistema nervoso central.

Dor de cabeça, vômitos, rigidez da nuca, prostração, febre alta são sintomas característicos do quadro de meningite. Por isso, nunca devem ser desconsiderados, especialmente em duas faixas etárias extremas: nos primeiros anos de vida e quando as pessoas começam a envelhecer. Diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são fundamentais para controlar a evolução da doença.

Teoricamente, a maioria de germes que causa infecções nas pessoas pode causar meningite. Um exemplo é o pneumococo, germe da pneumonia, que também pode ser agente de meningite. No entanto, entre todos, se destacam dois grupos principais: o das bactérias e o dos vírus, germes muito menores do que as bactérias e que, em geral, provocam um quadro mais leve da doença.

As sequelas das meningites bacterianas podem ocorrer e o risco é proporcional ao tempo que se demora para fazer o diagnóstico e instituir o tratamento.

Se nada for feito, há um acúmulo de pus que não tem por onde escapar e a formação de abscessos que afetam partes nobres do cérebro ou alguns nervos. Essas lesões neurológicas são irreversíveis. Por isso, quando a doença demora a ser diagnosticada e tratada pode provocar sequelas como surdez, alterações de percepção e movimento ou outras ainda mais graves.


Fonte: Dr. Esper Kallás, médico infectologista da Universidade Federal de São Paulo e do Hospital do Servidor Público do Estado de São

domingo, 5 de julho de 2009

Síndrome de Rett



A Síndrome de Rett é uma anomalia genética, no gene mecp2 que causa desordens de ordem neurológica, acometendo quase que exclusivamente crianças do sexo feminino.
Compromete progressivamente as funções motoras e intelectuais assim como os distúrbios de comportamento e dependência.
No caso típico, a menina desenvolve de forma aparentemente normal entre 8 a 18 meses de idade, depois começa a mudar o padrão de seu desenvolvimento.
Ocorre uma regressão dos ganhos psicomotores, a criança torna-se isolada e deixa de responder e brincar.
O crescimento craniano, até então normal, demonstra clara tendência para o desenvolvimento mais lento, ocorrendo uma microcefalia adquirida. Aos poucos deixa de manipular objetos, surgem movimentos estereotipados das mãos (contorções, aperto, bater de palmas, levar as mãos à boca, lavar as mãos e esfregá-las) surgindo após, a perda das habilidades manuais.

Síndrome de Williams


A Síndrome de Williams é uma rara desordem genética frequentemente não diagnosticada. Não é transmitida geneticamente. Não tem causas ambientais, médicas ou influência de fatores psicossociais. Tem impacto sobre diversas áreas do desenvolvimento, incluindo a cognitiva, comportamental e motora. Estimasse que 1 em cada 20.000 crianças nasçam com a SW. Foi descrita pela primeira vez em 1960 por um médico neozelandês, Dr. J. C. P. Williams, quando verificou que um grupo de pacientes pediátricos possuía sintomas parecidos, problemas cardiovasculares, rostos com características semelhantes, atraso mental moderado, dificuldade para ler, escrever e efetuar operações matemáticas. Alguns possuíam extraordinário talento musical com alta noção de ritmo. Afeta tanto homens como mulheres. Podem ocorrer em qualquer lugar do mundo e em qualquer grupo étnico. A maioria das crianças tem grandes dificuldades de alimentação no primeiro ano de vida, incluindo vômitos, recusa de alimentação, podem mostrar grande irritação e chorar excessivamente. Geralmente apresentam uma face característica (descrita como a de um duende): nariz pequeno e empinado, cabelo encaracolado, lábios cheio, dentes pequenos, sorriso freqüente.

Síndrome de Tourette



A Síndrome de Tourette é uma desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques involuntários, reações rápidas, movimentos repentinos ou vocalizações que ocorrem repetidamente da mesma maneira.
Esses tiques motores e vocais mudam constantemente de intensidade e não existem duas pessoas no mundo que apresentem os mesmos sintomas. A maioria das pessoas afectadas é do sexo masculino.
O início da síndrome geralmente se manifesta em sua infância ou juventude, eventualmente atingindo estágios classificados como crônicos. Porém, no decorrer da vida adulta, freqüentemente, os sintomas vão aos poucos se amenizando e diminuindo. Mesmo assim, até hoje ainda não foi encontrada uma cura para a Tourette. Tratamentos médicos existem para amenizar os sintomas da síndrome, porém, o consenso entre os profissionais da área é que os tratamentos precisam ser individualizados por causa das sempre presentes consequencias adversas da receita e aplicação de medicamentos.
Os referidos tiques são movimentos bruscos involuntários que podem se manifestar em qualquer parte ou conjunto de partes do corpo (barriga, nádegas, pernas, braços etc.), mas tipicamente eles ocorrem no rosto e na cabeça - no rosto em forma de caretas repetidas e na cabeça como um todo em forma de movimentos bruscos, repetidos, de lado-a-lado etc.
Um aspecto que merece ênfase ao se tentar explicar ou compreender essa síndrome é que os sintomas ocorrem involuntariamente. Raramente uma pessoa que sofre desta síndrome consegue controlar um mínimo de seus tiques e jamais por prolongados períodos de tempo. Assim como o ser humano não consegue viver por muito tempo com os olhos abertos, pois seu corpo reage de forma natural, inconsciente, para que seus olhos pisquem. Dessa mesma forma se manifestam os sintomas da síndrome de Tourette no indivíduo por ela afetado.
Infelizmente a reação de muitas pessoas desinformadas perante manifestações da síndrome de Tourette é aquela de fobia ao diferente. Ainda mais, às vezes, a reação é de repreensão. Isso ocorre especialmente quando a pessoa afetada pela síndrome de Tourette manifesta sintomas de coprolalia.
A coprolalia enquadra aqueles indivíduos que, além de outros sintomas de Tourette, se vêem obrigados a repetir palavras obscenas e/ou insultos. Obviamente as conseqüências desse tipo de comportamento geralmente se traduzem em diferentes graus de desvantagens no âmbito social.

O que é Discalculia?



A discalculia é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas. É uma inabilidade menos conhecida, bem como e potencialmente relacionada à dislexia e a dispraxia. A discalculia ocorre em pessoas de qualquer nível de QI, mas significa que têm frequentemente problemas específicos com matemática, tempo, medida, etc. Discalculia (em sua definição mais geral) não é rara. Muitas daquelas com dislexia ou dispraxia tem discalculia também. Há também alguma evidência para sugerir que este tipo de distúrbio é parcialmente hereditário.
Principais sintomas
Dificuldade frenquentes com os números e os sinais;
Dificuldade quanto orientação espacial;
Inabilidade com conceitos matemáticos (maior, menor etc);
Dificuldade quanto a noção temporal;
Inabilidade em recordar regras, fórmulas e sequência matemáticas;

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Epilepsia


A epilepsia é caracterizada por crises repetidas e não é contagiosa. Às vezes a pessoa com epilepsia perde a consciência, mas às vezes experimenta apenas pequenos movimentos corporais ou sentimentos estranhos. Porém, sintomas menores não significam que a crise seja de menor importância. Se as alterações epilépticas ficam restritas a uma parte do cérebro, a crise chama-se parcial; se ao cérebro inteiro está envolvido, chama-se generalizada. Crises parciais simples são ocasionam a perda da consciência e caracteriza-se por distorções na percepção auditiva ou visual, desconforto estomacal, sensação súdita de medo e ou movimentos estranhos de uma parte do corpo. As crises parciais complexas são crises que, como as parciais simples, iniciam-se em um foco determinado no cérebro, mas espalham-se para outras áreas, casando perturbações da consciência. A pessoa aparenta em excesso, morde a língua e realiza automatismos, com puxar a roupa ou vira a cabeça de um lado para outro repetidas vezes. Crises de ausência constituem por lapsos de consciência que, em geral, durma de cinco a 15 segundos. O paciente fica olhando para o nada e pode virar os olhos, embora seja capaz de retomar normalmente sua atividade depois do episodio. Crises tônico-clônicas são convulsões generalizadas, com perda de consciência, que envolvem duas fases. Na fase tônica, o corpo da pessoa torna-se rígido e ela cai; na fase clônica as extremidade do corpo podem contrair-e e tremor, a consciência é recuperada aos poucos. Apesar do ser o tipo mais óbvio e aparente de epilepsia, não é o mais comum. Existem, ainda, várias outras manifestações das epilepsias.
O diagnóstico da epilepsia é clínico, ou seja, não se apóia exclusivamente em exames físicos. O neurologista baseia-se na descrição do que acontece com o paciente antes, durante e depois de uma crise. Se o paciente não lembra, as pessoas que acompanharam o episódio são testemunhas úteis. Além dos exames neurológicos de rotina, um eletroencefalograma (EEG) pode reforçar o diagnóstico, ajudar na classificação da epilepsia e investigar a existência de uma lesão cerebral. No EEG, eletrodos fixados no couro cabeludo registram e amplificam a atividade cerebral. Não há passagem de corrente elétrica. Hiperpnéia e fotoestimulação podem mostrar anomalias nas ondas cerebrais e, por isso, costumam integrar o exame. Na primeira, o paciente respira fundo e simula estar cansado; na segunda, é estimulado por algumas freqüências de luz. O neurologista poderá solicitar, ainda, o exame durante o sono, com privação de sono ou com monitoramento 24h. Entretanto, um resultado normal no EEG não descarta a epilepsia. As alterações ocorrem, por vezes, tão no interior do cérebro, que não são captadas; é possível também que nenhuma alteração tenha ocorrido no momento do exame. Outros exames comumente solicitados na investigação da epilepsia são tomografia computadorizada e ressonância magnética, principalmente para verificar se a epilepsia está ligada a um tumor ou a outra lesão cerebral.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Epilepsia

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Estudo indica falhas nos cérebros de autistas


Diferentes regiões do cérebro apresentam problemas na comunicação entre si em pessoas com autismo, de acordo com uma pesquisa americana.

O estudo, da Universidade de Washigton, analisou as conexões feitas no córtex cerebral, a parte do cérebro que lida com o pensamento complexo.

Os cientistas descobriram que as pessoas com autismo apresentam padrões anormais de comunicação entre as células cerebrais.

Em algumas partes do córtex, as células fazem conexões demais. Em outras, não estabelecem conexões suficientes.

"Nossas descobertas indicam que adultos com autismo mostram diferenças na atividade neural coordenada, o que significa má comunicação interna entre as partes do cérebro", disse Michael Murias, que coordenou a pesquisa.

Eletroencefalograma

Os pesquisadores analisaram os eletroencefalogramas de 36 adultos, metade deles autistas.

O eletroencefalograma é um exame que mede a atividade de milhões de células cerebrais.

O exame foi realizado quando os pacientes estavam sentados e relaxados, com os olhos fechados.

Os pacientes com autismo apresentaram anormalidades principalmente nas conexões feitas pelo lobo temporal, a região responsável pela fala.

As descobertas, que foram apresentadas em um encontro da Sociedade de Neurociência, podem ajudar a diagnosticar o autismo mais cedo, de acordo com os cientistas.

Os autistas são geralmente classificados como tendo problemas na interação com outras pessoas e na comunicação verbal e não-verbal.

Eles também têm uma tendência a apresentar comportamentos repetitivos e interesses bastante específicos.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/10/061015_autismoir.shtml


Estudo aponta elo entre vírus do herpes labial e Alzheimer

Uma equipe de cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, estabeleceu uma conexão entre o vírus do herpes labial e o mal de Alzheimer, o que poderia contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos contra a doença neurodegenerativa.

Na pesquisa, publicada na revista "Journal of Pathology", os especialistas constatam que o vírus que gera as feridas nos lábios, conhecido como herpes simplex (HSV1), é um dos causadores das placas de proteínas achadas no cérebro dos doentes de Alzheimer.

Os cientistas, que reconhecem que seu estudo ainda está em fase inicial, sustentam que esse vírus pode estar vinculado à aparição do Alzheimer e acreditam que o mal poderia ser tratado com agentes antivirais.

A pesquisa, dirigida por Ruth Itzhaki, revela que as placas de proteína do cérebro dos que sofrem do mal de Alzheimer contêm o DNA do vírus do herpes.

Já se sabe por estudos anteriores que a infecção de células nervosas com esse vírus provoca o depósito de um dos principais componentes das placas de proteínas.

Segundo Itzhaki, estes dois fatos sugerem uma forte conexão entre o HSV1 e a formação das placas que se associam à doença neurodegenerativa.

Os especialistas, que buscam financiamento para prosseguir em seus estudos, acreditam que o vírus entra no cérebro aproveitando a fraqueza imunológica e estabelece ali uma infecção latente, que se ativa por fatores como o estresse, a supressão imunológica e infecções variadas.

"A conseguinte infecção pelo HSV1 causa um dano grave nas células cerebrais", e a maioria morre "e depois se desintegra, o que libera agregados amilóides, que se transformam em placas amilóides, quando outros componentes de células moribundas são depositados sobre eles", explica Itzhaki

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u476300.shtml

terça-feira, 2 de junho de 2009

A Neurociência no Esporte

Por Erick Conde


A neurociência vem expandindo suas contribuições para uma área que tem um grande potencial de desenvolvimento científico, aliado ao grande interesse popular. Algumas iniciativas ao redor do mundo vêm beneficiando atletas e instituições esportivas no que tange as melhorias no rendimento esportivo em decorrência da estimulação de funções cognitivas como a concentração, controle do movimento, planejamento motor, tomada de decisões, controle emocional, entre outras. Podemos ter alguns exemplos que demonstram essa interferência positiva da neurociência na atividade física, como os excelentes resultados obtidos pelos atletas chineses durante as olimpíadas de Pequim, 2008; o MilanLab, que se caracteriza por um setor do A. C. Milan que conjuga a neurociência às ciências bioquímicas, cognitivas, artificiais, motoras e psicológicas, propondo otimizar a gestão psicofísica dos atletas de futebol. No Brasil, as iniciativas são muito escassas. Aqui, temos como uma única iniciativa privada o Clube de Regatas do Flamengo com atividades de neurociência aplicada ao futebol. Nas universidades nacionais, vemos algumas unidades de pesquisa englobarem os aspectos neurais do fenômeno motor, como o laboratório de Neurociência do Esporte e do Exercício (UFSC), o Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento (USP), o Laboratório de Neurobiologia da Cognição (UFF); o Laboratório de Integração Sensoriomotora (UFRJ) e o laboratório de Neurobiologia II (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho – UFRJ), os quais podem contribuir para o conhecimento científico dos aspectos neurais acerca do movimento humano.

*Erick Conde é Mestre em Neuroimunologia (Lab. de Neurobiologia da Atenção e do Controle Motor - UFF); psicólogo e pesquisador do C.R. Flamengo (futebol de formação); responsável pelas atividades de neurociência aplicada na instituição.

Angelakis, E.; Stathopoulou, S. ; Frymiare, J. L.; Green, D. L.; Lubar, J. F.; Kounios, J. EEG Neurofeedback: A Brief Overview and an Example of Peak Alfa Frequency Training for Cognitive Enhancement in the Elderly. The Clinical Neuropsychologist, 21, 110-129. 2007.

Egner, T.; Zech, T. F. & Gruzelier, J. H. The effects of neurofeedback training on the spectral topography of the electroencephalogram. Clinical Neurophysiology, 115, 2452-2460. 2004.

sábado, 9 de maio de 2009

Neurônio espelho

Os Neurônios espelhos (“Mirror Neurons”) foram descrito pelos neurocientistas Giacomo Rizzolatti, Leonardo Fogassi e Vittorio Gallese (1988), na Universidade de Parma, Itália. Após observarem a área pré-motora em macacos constataram que há neurônios que disparam tanto quando um animal realiza um determinado movimento, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo. Desta forma, o neurônio “imita” o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar esse movimento. Estes neurônios já foram observados de forma direta em primatas, acreditando-se que também existam em humanos e alguns pássaros.

Estudos recentes têm mostrado que eles são fortemente relacionados com nossa capacidade de aprender. Além de responder a ações dos outros (daí o nome espelho), eles podem ser a chave para descobrir como o ser humano começa a sorrir, andar, falar e até dançar. Num plano mais profundo, pode explicar a relação entre as pessoas e como as diferentes culturas são entendidas. Estudos afirmam que crianças autistas têm atividade menor dos neurônios-espelhos.

A descoberta das funções dos neurônios-espelhos vem sendo considerada um dos principais feitos da neurociência. Há cientistas que comparam o nível de importância desses estudos ao das células-tronco.

sábado, 25 de abril de 2009

Reabilitação neuropsicológica na doença de Alzheimer



A demência na doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa, progressiva, com evolução média de oito a dez anos e de etiologia ainda desconhecida. Caracteriza-se por perda progressiva de memória e de outras funções cognitivas, prejudicando o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias, sociais e ocupacionais. Na fase inicial, além do déficit de memória, ocorrem, também, as primeiras alterações de linguagem, contribuindo ainda mais para o comprometimento do cotidiano e da qualidade de vida dos portadores dessa doença. Uma vez que ainda não há tratamento que possa curar ou reverter a deterioração causada pela demência, os tratamentos atualmente disponíveis visam aliviar sintomas cognitivos e comportamentais por meio de medicação; técnicas cognitivas de reabilitação; reestruturação do ambiente; e grupos informativos para pacientes, familiares e cuidadores.

A reabilitação neuropsicológica tem como objetivo capacitar pacientes e familiares para lidarem melhor com os prejuízos causados pela doença, fazendo com que estes passem a ter uma vida melhor, com menos rupturas nas atividades comumente realizadas. Para tanto, propõe-se a ensinar, aos pacientes e familiares, estratégias compensatórias e organização para a produção de respostas, propiciando tanto melhora das funções cognitivas, como da qualidade de vida.

A literatura atual tem se dedicado a verificar a eficiência das técnicas de desenvolvimento de memória, principalmente daquelas que se baseiam na memória implícita, geralmente intacta; na compensação de déficit de memória explícita, por meio de treino do uso de auxílios externos e internos; e na facilitação da memória explícita residual, através de estratégias de suporte estruturado, tanto de codificação como de resgate.

O trabalho de reabilitação de linguagem para esses pacientes tem se voltado à reestruturação e à compensação dos processos de compreensão e emissão. No que tange à compreensão, a orientação de cuidadores e familiares tem sido feita dando ênfase à otimização do processo de comunicação, à manutenção do contato visual e ao treino de criação de imagens mentais sobre o assunto tratado, medidas essas que parecem promover maior sucesso na compreensão da mensagem. As orientações e o treino com enfoque no resgate estruturado por meio de pistas específicas, fonológicas ou semânticas, associados à imagem mental, têm mostrado benefícios na facilitação da evocação da informação, interferindo positivamente na emissão do paciente.

Pesquisas recentes têm se voltado para o estudo da plasticidade neural em idosos saudáveis e com DA, e seus últimos achados têm sido animadores, pois há a hipótese de que por meio da ativação de áreas seletivas do cérebro durante a vida este pode ter a possibilidade de se proteger contra o processo degenerativo (Rosenzweig e Bennett, 1996). Além disso, há suposições de que certo nível de plasticidade neural persiste durante a terceira idade e na DA. Assim sendo, se exercícios incitam processos plásticos, determinando uma nova forma de interconexão neural, e essa capacidade que o próprio cérebro tem de se auto-organizar está também presente em idosos com DA, exercícios cognitivos feitos na reabilitação poderiam agir positivamente na organização das funções do cérebro desses pacientes (Mirmiram et al., 1996).

A reabilitação neuropsicológica das funções mnésticas e da linguagem tem mostrado evidências de trazer impacto positivo no tratamento de pacientes com DA, principalmente quando aliada ao tratamento medicamentoso com anticolinesterásicos. Dessa maneira, a diversidade de técnicas de reabilitação constitui vasto campo para a pesquisa de possíveis efeitos e benefícios, e seus resultados podem proporcionar a oportunidade de que se vislumbre o grande potencial a ser desenvolvido nessa nova abordagem para o tratamento de doenças degenerativas.

Rev. Psiq. Clín. 28 (6):286-287, 2001


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Conheça o Programa de Enriquecimento Instrumental, que ajuda indivíduos do mundo todo a aprenderem a aprender!



O PEI reforça as funções cognitivas que permitem ao estudante ou profissional, definir problemas sistematicamente, fazer conexões e ver relações, motivar-se, melhorar seus hábitos de estudo e trabalho e desenvolver a habilidade para aplicar as funções cognitivas na solução de qualquer problema ou situação.

O Programa produz resultados positivos e mensuráveis. Mais de mil pesquisas e estudos ao redor do mundo atestam o sucesso do PEI melhorando realização e motivação. Estes estudos também demonstram aquela melhoria de aprendizagem continua ao longo de vida.

É um programa projetado para aumentar as habilidades necessárias para aprendizagem e pensamento independente. Origina-se da teoria e pesquisa do psicólogo Reuven Feuerstein que acredita que a inteligência se aprende. Assim, o programa busca desenvolver o pensamento crítico com os conceitos, habilidades, estratégias, operações, e atitudes necessárias para uma aprendizagem independente; diagnosticar e corrigir deficiências nas habilidades de pensamento; e ajudar indivíduos a aprenderem a aprender.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Avaliação Neuropsicológica

A avaliação neuropsicológica é um exame que tem como principal objetivo investigar o funcionamento cerebral. Por meio de baterias e testes neuropsicológicos, o profissional pode identificar possíveis desordens neurológicas e obter informações que servem para o auxílio no diagnóstico e prognóstico, bem como base para planos de intervenção neuropsicológica que contribuam para a melhoria da qualidade de vida de uma pessoa que apresenta alterações comportamentais e / ou cognitivas oriundas de um acometimento cerebral. Várias são as pesquisas e instituições que confirmam a importância da avaliação neuropsicológica para o tratamento de acometimentos no cérebro, sejam estes adquiridos por uma lesão cerebral (como AVC ou acidente que afete alguma função), ou frutos de um processo neurológico natural (como declínios cognitivos que podem levar a um quadro de demência ou Alzheimer, por exemplo). Questões relativas ao processo de desenvolvimento também são contempladas em uma avaliação neuropsicológica. Podem ser exemplos dessas dificuldades a hiperatividade, transtorno de déficit de atenção e dislexia.

Além dos aspectos funcionais debilitados, essa avaliação contribui no monitoramento da recuperação de uma pessoa acometida por alguma desordem neuropsicológica; auxilia, ainda, em um diagnóstico diferencial entre síndromes neurológicas e psicológicas; descreve os aspectos preservados que servem como apoio para um plano de ação frente ao problema, bem como apoio aos familiares e à pessoa acometida, no intuito de otimizar sua saúde e bem-estar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O que é Dislexia?


Distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura e da escrita, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica. Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.